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Fonte Gazeta Esportiva

quinta-feira, 20 de abril de 2017 18:32

Cássio diz que estudou pênaltis, mas lamenta: “Mudaram o canto”

O goleiro Cássio até conseguiu defender um pênalti na disputa decisiva contra o Internacional, na noite de quarta-feira, no estádio de Itaquera, mas passou longe de fazer outras intervenções. Sem acertar nem um dos outros cinco cantos nas cobranças do adversário, o arqueiro minimizou o treino de penalidades antes da partida e disse que sabia onde cada um dos adversário gostam de bater.

- Eu estudei, mas os caras bateram nos cantos diferentes, pô. Peguei uns jogadores que bateram nuns cantos diferentes do que eles batiam - explicou o arqueiro, defendendo o trabalho de revisão do departamento de inteligência do clube ao citar sua intervenção na batida do zagueiro Léo Ortiz.

- O menino que eu peguei foi o canto que eu vi que ele batia. Peguei dois jogadores que esperam até o último momento também, aí é mais mérito deles. Eles foram felizes, mais competentes que a nossa equipe e acabaram se classificando - avaliou o camisa 12, relembrando de grandes nomes da história na sua posição que não conseguiram realizar defesas em disputas do tipo.

- Cada goleiro tem uma maneira diferente, é muito difíccil essa situação de você ser pegador ou não de pênaltis. Se for ver o histórico do Dida, um dos caras que tinha essa coisa de pegar pênalti, muitas vezes em decisão ele não pegou nem um penalti - relembrou Cássio, fazendo referência à disputa entre Corinthians e Palmeiras, na Libertadores de 2000, quando Dida levou o gol nas cinco batidas do rival. Marcos, por sua vez, pegou a de Marcelinho e mandou o time para final.

Em outras ocasiões, porém, Dida mostrou-se bastante decisivo. Nessa mesma Libertadores, defendeu uma batida nas quartas de final, contra o Rosário Central. No Mundial de 2000, pegou um chute de Gilberto, contribuindo para o primeiro título do clube na competição. Contra o próprio Timão, por sinal, teve excelente participação ao defender as cobranças de Danilo, Edenilson e Pato nas quartas de final da Copa do Brasil de 2013, sendo a última considerada o motivo para o fracasso do avante no Timão.

- Às vezes você acerta o canto do cara e ele muda na hora de bater. Muitas vezes por eu ser grande os caras tentam tirar muito de mim e acabam mandando para fora, como aconteceu ontem (quarta). Cada um tem uma maneira de reagir ou tentar desestabilizar o adversário - concluiu Cássio.


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