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Fonte G1

quinta-feira, 7 de junho de 2018 00:00

Loss lamenta recuo do Corinthians e explica saída de Pedrinho

O técnico Osmar Loss acredita que o Corinthians recuou em demasia no empate por 1 a 1 no clássico contra o Santos, nesta quarta-feira, em Itaquera, pelo Brasileirão. O treinador explicou ainda os motivos por ter tirado o atacante Pedrinho (e irritado a torcida) e assegurou que não se sente incomodado com a pressão por comandar um dos grandes clubes do país.

– Até abrirmos o placar, o Santos apostou na transição ofensiva, com capacidade para isso, com atletas velozes. Até o gol, controlamos bem. Quando fizemos o gol, eles se lançaram mais, a gente se retraiu, até mais do que eu gostaria. Acabamos sofrendo o gol de empate – analisou Loss.

O técnico foi motivo da fúria de parte da torcida por ter substituído o garoto Pedrinho aos 38 minutos do segundo tempo. O jogador vinha sendo a principal arma de ataque do Timão, mas deu lugar a Mateus Vital.

– Não é que sobra para o Pedrinho, tem vários fatores. Não posso tirar um jogador de bola aérea e colocar outro que não tem isso. Imagina se eu tomo um gol? E o Santos foi forte na bola parada, o Jean (Mota) bate com precisão, são cuidados que passam despercebidos pelo torcedor, mas eu não posso deixar – justificou.

Com Fábio Carille, Pedrinho também era substituído constantemente. A alegação do departamento físico é de que o jogador não consegue suportar os 90 minutos.

– Vai chegar o momento de jogar tudo, hoje ele saiu com 38 minutos. Mas foi algo técnico, pensei em alguém mais novo como o Vital, que vinha como titular. Até porque o Santos vinha mexendo, a gente precisava manter o nível de competitividade – disse Loss.

Com cinco partidas no comando do Timão, Osmar Loss contabiliza uma vitória, um empate e três derrotas. O treinador assegura que não se incomoda com a pressão por bons resultados em um grande clube como o Corinthians.

– Sei da pressão que é comandar o Corinthians, a pressão por bons resultados. É algo que me preparei na carreira, mesmo na base, em time grande sempre tive pressão, não me incomoda. Tenho que manter meu foco dentro de campo. Ter condições de ter a torcida do nosso lado é muito bom, ela quer o time jogando bem. Se for igual hoje, está ótimo, eles (torcedores) apoiaram.

Veja outros trechos da entrevista:

Recuo do time

– Existe até uma teoria de que o ser humano arrisca mais quando está perdendo e não faz isso ganhando. A gente dava campo demais, mas a gente vai buscar isso em treinamento, que é o que menos temos, evitar de dar esse campo.

Queda de rendimento da defesa

– A gente vem, dentro do que podemos, de orientar, revisar em vídeo, mostrando para os atletas o que tem acontecido. Mas isso fica dentro do vestiário, até porque se abrir podemos expor fragilidades, mas temos cuidado, temos nos preocupado. São três jogadores da linha de defesa, mais o Cássio, isso gera dificuldades, até pela falta de treinamento que o calendário não deixa.

Gols perdidos por Gabigol

– São situações do jogo. Teve momentos em que nós perdemos gols que não se espera perder. Para nós, hoje, ainda bem que ele perdeu.

Ganhou um ponto?

– Acredito que toda equipe que está atrás e empata tem um prazer maior. Até porque nós, ano passado, como vocês diziam, éramos o time do 1 a 0. Temos que valorizar o ponto conquistado, mas saber que podemos melhorar.

Substitutos de Balbuena e Romero

– No sistema defensivo é o Pedro Henrique. No ofensivo, vamos analisar, temos possibilidades de atacantes, de mudar o esquema para o 4-2-4.

Comparação com Carille

– Pelo sucesso que ele teve, sempre é muito boa, mas a média dele é muito alta, pode até ficar injusto para mim que inicio agora.

Análise dos pontos conquistados

– São quatro. Há de se avaliar as dificuldades dos jogos, clássicos, Inter no Sul, o líder (Flamengo), Millionarios, que não vencemos porque os deuses do futebol não quiseram.

Diferença da base para o profissional

– O que eu tenho visto de novidade é justamente essa pouca possibilidade de dar treino. Na base, eu podia treinar a semana toda para jogar sábado. Montar estratégias exclusivas para "X" adversário. Aqui a gente termina hoje e já pensa no jogo de sábado, na recuperação. É a grande dificuldade do dia a dia.



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